terça-feira, 28 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Uma imagem para Aglaura
“As cidades e o nome 1” (P. 65), do livro Cidades invisíveis,
do escritor italiano Ítalo Calvino
Não saberia dizer nada a respeito de Aglaura além das coisas que os próprios habitantes da cidade sempre repetem: uma série de virtudes proverbiais, de defeitos igualmente proverbiais, algumas extravagâncias, algumas inflexões observâncias às regras. Antigos observadores – e não existe razão para crer que sejam inverídicos – atribuíram a Aglaura um constante sortimento de qualidades, comparando-as, claro, às de outras cidades da época. Pode ser que nem a Aglaura que se descreve nem a Aglaura que se vê tenham mudado muito desde então, mas o que era estranho tornou-se habitual, excêntrico o que se considerava a norma, e as virtudes e os defeitos perderam excelência ou desdouro num ajuste de virtudes e defeitos distribuídos de maneira diferente. Deste modo, nada do que se diz a respeito de Aglaura é verdadeiro, contudo permite captar uma imagem sólida e compacta de cidade, enquanto os juízos esparsos de quem vive ali alcançam menor consistência. O resultado é o seguinte: a cidade que dizem possui grande parte do que é necessário para existir, enquanto a cidade que existe em seu lugar existe menos.
Portanto, se quisesse descrever Aglaura limitando-me ao que vi e experimentei pessoalmente, deveria dizer que é uma cidade apagada, sem personalidade, colocada ali quase por acaso. Mas nem isso seria verdadeiro: em certas horas, em certas ruas, surge a suspeita de que ali há algo de inconfundível, de raro, talvez até de magnífico; sente-se o desejo de descobrir o que é, mas tudo o que se disse sobre Aglaura até agora aprisiona as palavras e obriga a rir em vez de falar.
Por isso, os habitantes sempre imaginam habitar Aglaura que só cresce em função do nome Aglaura e não se dão conta da Aglaura que cresce sobre o solo. E mesmo para mim, que gostaria de conservar as duas cidades distintas na mente, não resta alternativa senão falar de uma delas, porque a lembrança da outra, na ausência de palavras para fixá-la, perdeu-se.
Portanto, se quisesse descrever Aglaura limitando-me ao que vi e experimentei pessoalmente, deveria dizer que é uma cidade apagada, sem personalidade, colocada ali quase por acaso. Mas nem isso seria verdadeiro: em certas horas, em certas ruas, surge a suspeita de que ali há algo de inconfundível, de raro, talvez até de magnífico; sente-se o desejo de descobrir o que é, mas tudo o que se disse sobre Aglaura até agora aprisiona as palavras e obriga a rir em vez de falar.
Por isso, os habitantes sempre imaginam habitar Aglaura que só cresce em função do nome Aglaura e não se dão conta da Aglaura que cresce sobre o solo. E mesmo para mim, que gostaria de conservar as duas cidades distintas na mente, não resta alternativa senão falar de uma delas, porque a lembrança da outra, na ausência de palavras para fixá-la, perdeu-se.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Oficina de Slide na ECO/UFRJ
Projeção em cortina de fumaça. Rosângela Rennó, (2004-2005) Foto: Del Re/SteinO objetivo dessa oficina é explorar as interfaces da fotografia com o cinema e o áudio visual e a criação de ambientes-cenários imagéticos.
A fotografia do Séc XX foi profundamente identificada como um espelho do real. Com a entrada na era digital, e a profusão de programas de manipulação de imagens, clarificou o caráter altamente amigável à intervenções da fotografia.
Partiremos de duas ( ou mais) projeções de slides convencionais trazidos pelos alunos, e construiremos outros artesanalmente durante o workshop. Atravez de justaposições e sobreposiçoes das imagens projetadas em uma espaço, serão criadas outras imagens que serão fotografadas com máquina digital.As imagens obtidas desse ambiente serão editadas em um programa de video.
Quem quiser participar deve levar slides ou fotos digitais.
A fotografia do Séc XX foi profundamente identificada como um espelho do real. Com a entrada na era digital, e a profusão de programas de manipulação de imagens, clarificou o caráter altamente amigável à intervenções da fotografia.
Partiremos de duas ( ou mais) projeções de slides convencionais trazidos pelos alunos, e construiremos outros artesanalmente durante o workshop. Atravez de justaposições e sobreposiçoes das imagens projetadas em uma espaço, serão criadas outras imagens que serão fotografadas com máquina digital.As imagens obtidas desse ambiente serão editadas em um programa de video.
Quem quiser participar deve levar slides ou fotos digitais.
Local: Estúdio Fotográfico CPM/ECO
Data: 23 de junho 2010
Horário: 16 horas
Professora: Denise Cathilina /Escola de Artes Visuais do Parque Lage
terça-feira, 8 de junho de 2010
Oficinas de fotografia no LabFoto da ECO
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Colóquio Imagem e política: fotografias de arquivo começa nesta terça, na UFF
Terá início nesta terça-feira, dia 8 de junho, o colóquio "Imagem e política: fotografias de arquivo" que tem como objetivo reunir pesquisadores para discutir as relações entre imagem e política no Brasil, do ponto de vista da história da fotografia e da história cultural do político. A partir da valorização de acervos de fotografias de arquivos, pretende-se provocar o debate sobre a construção social da imagem de personalidades da política no Brasil e as diversas vertentes estéticas da fotografia moderna, bem como a obra de fotógrafos e a prática fotográfica que envolve a política no século XX. Trata-se de analisar o papel da fotografia como recurso da propaganda política e do controle social, ressaltando, ao mesmo tempo, o poder de atração e fascinação da imagem política. A coordenação do evento está a cargo de Paulo Knauss, professor do Departamento de História da UFF e diretor do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro.
PROGRAMAÇÃO
Dias: 08 e 09 de junho de 2010
Local: Universidade Federal Fluminense
Campus do Gragoatá, Bloco O / 5º Andar, sala 1 (PPGH) Niterói – RJ
Local: Universidade Federal Fluminense
Campus do Gragoatá, Bloco O / 5º Andar, sala 1 (PPGH) Niterói – RJ
Terça-feira, 08 de junho de 2010
10h – 10h30 – Abertura
10h – 10h30 – Abertura
10h30 – 12h – Mesa I
Virtudes privadas no espaço público:o retrato da política por Jean Manzon
Helouise Costa / Universidade de São Paulo
Ruy Santos, fotógrafo do PCB
Teresa Bastos / Universidade Federal do Rio de Janeiro
12h – 14h – Almoço
Virtudes privadas no espaço público:o retrato da política por Jean Manzon
Helouise Costa / Universidade de São Paulo
Ruy Santos, fotógrafo do PCB
Teresa Bastos / Universidade Federal do Rio de Janeiro
12h – 14h – Almoço
14h – 16h – Mesa II
Imagens da polícia política no acervo do APERJ
Maria Teresa Bandeira de Mello / Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
Vigilantes e Vigiados nas fotografias da polícia política
Maurício Lissovsky / Universidade Federal do Rio de Janeiro
As imagens do DOPS/MG:usos, apropriações e disputas
Rodrigo Patto Sá Motta / Universidade Federal de Minas Gerais
Quarta-feira, 09 de junho de 2010
10h30 – 12h – Mesa III
A fotografia na tradição política
Ana Maria Mauad / Universidade Federal Fluminense
Política e fotojornalismo: do press-release visual à notícia
Milton Guran / Universidade Federal Fluminense
12h – 14h – Almoço
14h – 16h30 – Mesa IV
Faces de Júlio de Castilhos: imagem e política no Rio Grande do Sul
Elisabete Leal / Universidade Federal de Pelotas
A imagem de Virgílio Távora e a política no Ceará
Francisco Régis Lopes / Universidade Federal do Ceará
A administração da imagem dos governadores no Estado do Rio de Janeiro
Claudia Calmon / Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
A imagem dos governadores do Mato Grosso do Sul
Caciano Lima / Arquivo Público do Estado do Mato Grosso do Sul
16h30 – 17h – Encerramento
Imagens da polícia política no acervo do APERJ
Maria Teresa Bandeira de Mello / Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
Vigilantes e Vigiados nas fotografias da polícia política
Maurício Lissovsky / Universidade Federal do Rio de Janeiro
As imagens do DOPS/MG:usos, apropriações e disputas
Rodrigo Patto Sá Motta / Universidade Federal de Minas Gerais
Quarta-feira, 09 de junho de 2010
10h30 – 12h – Mesa III
A fotografia na tradição política
Ana Maria Mauad / Universidade Federal Fluminense
Política e fotojornalismo: do press-release visual à notícia
Milton Guran / Universidade Federal Fluminense
12h – 14h – Almoço
14h – 16h30 – Mesa IV
Faces de Júlio de Castilhos: imagem e política no Rio Grande do Sul
Elisabete Leal / Universidade Federal de Pelotas
A imagem de Virgílio Távora e a política no Ceará
Francisco Régis Lopes / Universidade Federal do Ceará
A administração da imagem dos governadores no Estado do Rio de Janeiro
Claudia Calmon / Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
A imagem dos governadores do Mato Grosso do Sul
Caciano Lima / Arquivo Público do Estado do Mato Grosso do Sul
16h30 – 17h – Encerramento
Coordenação Geral
Paulo Knauss
Realização
Universidade Federal Fluminense / Departamento de História / Programa de Pós-Graduação em História / Laboratório de História Oral e Imagem
Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
Apoio
Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ
Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro Cultural Justiça Federal
Paulo Knauss
Realização
Universidade Federal Fluminense / Departamento de História / Programa de Pós-Graduação em História / Laboratório de História Oral e Imagem
Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
Apoio
Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ
Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro Cultural Justiça Federal
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Visita à exposição World Press Photo 2010
Graham, jovem anorexico.Foto de Laura Pannack, 1º lugar Retratos Categoria singleA próxima aula do curso será a visita à exposição do World Press Photo 2010, na Caixa Cultural (Av Almirante Barroso,25 - Centro, atrás da estação de metrô Carioca). Encontro: 19 horas, em frente ao Foyer do 1º andar. Posto aqui algumas informações que podem ser úteis para a redação da resenha.
Composta por uma seleção feita entre 101.960 imagens enviadas por 5.947 fotógrafos de 128 nacionalidades diferentes, a exposição é uma chance de montar um painel da história recente e ampliar a perspectiva do indivíduo sobre a sociedade. Variando desde imagens bélicas do Afeganistão até paisagens bucólicas da Antártica, ela traz ao público a oportunidade de pensar sobre os fatos que passam tão aceleradamente pelos noticiários. A mostra é um convite à reflexão sobre o referencial contemporâneo de imagem jornalística e documental.
O Rio de Janeiro é a única cidade do Brasil e a primeira da América a exibir esta 53ª edição do WORLD PRESS PHOTO. A cada ano são premiadas as melhores imagens publicadas na imprensa ao redor do mundo. Na edição atual, fatos relevantes em 2009 nas áreas da política, ecnonomia, esportes, cultura e natureza são documentadas por 162 registros de 63 fotógrafos, originários de 23 países.
Meninos e meninas. Foto de Annie Van Gemert. 2º lugar Retratos - Categoria Série de fotos
Mulher grita em protesto contra resultado da eleição presidencial em Teerã, 24 de junho. Foto de Pietro Masturzo, Photo do Ano.
Publico abaixo o texto assinado por Ayperi Karabuda Ecer, (Suécia/Turquia, vice-presidente de fotografia da agência Reuters e presidente do júri de 2010.) publicado no catálogo da exposição:
“Como podemos atribuir o primeiro lugar a uma fotografia cujo tema não é imediatamente identificável?”
Esta foi uma das questões-chaves discutidas pelo júri do World Press Photo 2010.
Embora alguns entre nós tenham sido atraídos desde o início pela imagem vencedora de Pietro Masturzo, sentindo que ela nos incitava a descobrir algo mais, outros permaneceram indiferentes pela sua falta de contexto imediato. Alguns consideravam que o fotógrafo deve ser capaz de expressar “tudo” numa só imagem, enquanto outros pensavam que este “tudo” seria uma ilusão. Argumentavam que não queriam que lhes dissessem o que pensar, queriam apenas que o fotógrafo abrisse portas de forma criativa, para alimentar a reflexão e despertar a emoção.
A fotografia vencedora do World Press Photo deste ano, que mostra mulheres protestando ao anoitecer nos telhados de Teerã, convida-nos a descobrir uma notícia importante de maneira diferente: calmamente, sem deixarmos de sentir a forte tensão. A sua beleza acrescenta valor à informação.
Todos os membros do júri partilharam a sensação pungente de quão pouco do sofrimento do mundo somos realmente capazes de absorver, quando confrontados com 101.960 imagens concorrentes. Era como se a intensidade do drama tivesse paralisado o efeito visual por se repetir com tanta freqüência.
Olhar para as imagens vencedoras desperta, em cada caso, uma rica e complexa combinação de reações:
O desejo de encontrar formas mais pessoais de comunicação. A sensação do conflito evocado por uma sala de estar bombardeada em Gaza; o vazio que envolve o retrato de um jovem anoréxico; o esquartejamento sistemático de um elefante por camponeses esfomeados; os efeitos devastadores da guerra revelados através de soldados feridos fotografados em residências suburbanas;
Esta foi uma das questões-chaves discutidas pelo júri do World Press Photo 2010.
Embora alguns entre nós tenham sido atraídos desde o início pela imagem vencedora de Pietro Masturzo, sentindo que ela nos incitava a descobrir algo mais, outros permaneceram indiferentes pela sua falta de contexto imediato. Alguns consideravam que o fotógrafo deve ser capaz de expressar “tudo” numa só imagem, enquanto outros pensavam que este “tudo” seria uma ilusão. Argumentavam que não queriam que lhes dissessem o que pensar, queriam apenas que o fotógrafo abrisse portas de forma criativa, para alimentar a reflexão e despertar a emoção.
A fotografia vencedora do World Press Photo deste ano, que mostra mulheres protestando ao anoitecer nos telhados de Teerã, convida-nos a descobrir uma notícia importante de maneira diferente: calmamente, sem deixarmos de sentir a forte tensão. A sua beleza acrescenta valor à informação.
Todos os membros do júri partilharam a sensação pungente de quão pouco do sofrimento do mundo somos realmente capazes de absorver, quando confrontados com 101.960 imagens concorrentes. Era como se a intensidade do drama tivesse paralisado o efeito visual por se repetir com tanta freqüência.
Olhar para as imagens vencedoras desperta, em cada caso, uma rica e complexa combinação de reações:
O desejo de encontrar formas mais pessoais de comunicação. A sensação do conflito evocado por uma sala de estar bombardeada em Gaza; o vazio que envolve o retrato de um jovem anoréxico; o esquartejamento sistemático de um elefante por camponeses esfomeados; os efeitos devastadores da guerra revelados através de soldados feridos fotografados em residências suburbanas;
Reação e resposta à violência absurda dos acontecimentos, que nos oferecem todos os dias novos desafios, obrigando-nos a reagir de novo a conflitos no Iraque, Afeganistão e Gaza; abrindo-nos os olhos para outras tragédias que ainda não estão presentes na nossa consciência coletiva, como a de Madagascar.
Identificação e questões em torno das nossas vidas. Ver como a fotografia pode transmitir magicamente as emoções e aspirações de uma mãe solteira isolada em Detroit; de um confortável pequenique de domingo numa praia de Moçambique; da natureza assombrosa e de esportes estonteantes.
Há muitas maneiras de relacionar estas imagens, mas a informação é sempre o elemento nuclear: você já havia visto fotografias documentando a ocupação de Guiné- Bissau pelos barões de droga? Sabia que uma laranja contaminada pela poluição tem o aspecto da Terra vista pelo espaço? O que são essas nuvens brancas e cônicas sobre Gaza?
Este concurso não pretende elencar prêmios para a profissão numa espécie de hierarquia. Todas as fotografias vencedoras fazem parte de um todo. No seu conjunto, constituem uma declaração sobre o fotojornalismo e sobre o nosso tempo.
Em um ano no qual os orçamentos dos meios de comunicação sofreram cortes severos, quando muitos jornalistas perderam o emprego e o número de encomendas de trabalho fotográficos decresceu drasticamente, a seleção do Worl Press Photo continua a oferecer uma visão única.
Esta seleção não é um inventário de temas mundiais. È uma viagem fotográfica, um quebra-cabeças visual que celebra o ponto de vista do fotógrafo, apresentando o melhor em cada categoria para que se possa refletir, questionar e desfrutar.
Identificação e questões em torno das nossas vidas. Ver como a fotografia pode transmitir magicamente as emoções e aspirações de uma mãe solteira isolada em Detroit; de um confortável pequenique de domingo numa praia de Moçambique; da natureza assombrosa e de esportes estonteantes.
Há muitas maneiras de relacionar estas imagens, mas a informação é sempre o elemento nuclear: você já havia visto fotografias documentando a ocupação de Guiné- Bissau pelos barões de droga? Sabia que uma laranja contaminada pela poluição tem o aspecto da Terra vista pelo espaço? O que são essas nuvens brancas e cônicas sobre Gaza?
Este concurso não pretende elencar prêmios para a profissão numa espécie de hierarquia. Todas as fotografias vencedoras fazem parte de um todo. No seu conjunto, constituem uma declaração sobre o fotojornalismo e sobre o nosso tempo.
Em um ano no qual os orçamentos dos meios de comunicação sofreram cortes severos, quando muitos jornalistas perderam o emprego e o número de encomendas de trabalho fotográficos decresceu drasticamente, a seleção do Worl Press Photo continua a oferecer uma visão única.
Esta seleção não é um inventário de temas mundiais. È uma viagem fotográfica, um quebra-cabeças visual que celebra o ponto de vista do fotógrafo, apresentando o melhor em cada categoria para que se possa refletir, questionar e desfrutar.
Nascidos em Bordéis
Aproveitando a deixa da exposição, comento sobre o filme Nascidos em Bordéis e
coloco o link para o trailer: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=252513&blog=762&coldir=1&topo=3994.dwt
No documentário há uma visita e uma palestra de uma das crianças, Avijit Bucket, à sede do World Press PHoto, na Holanda. O filme desperta comentários elogiosos e também levanta questões polêmicas sobre o etnocentrismo e a noção de “salvar” o mundo. Copio aqui um comentário da revista de cinema Contracampo abominando o documentário e insiro o meu, considerando o aspecto da fotografia abordado no filme. Sem dúvida, a cena da visita do menino Bucket à Holanda nos faz compartilhar do mundo enigmático da seleção das imagens.
coloco o link para o trailer: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=252513&blog=762&coldir=1&topo=3994.dwt
No documentário há uma visita e uma palestra de uma das crianças, Avijit Bucket, à sede do World Press PHoto, na Holanda. O filme desperta comentários elogiosos e também levanta questões polêmicas sobre o etnocentrismo e a noção de “salvar” o mundo. Copio aqui um comentário da revista de cinema Contracampo abominando o documentário e insiro o meu, considerando o aspecto da fotografia abordado no filme. Sem dúvida, a cena da visita do menino Bucket à Holanda nos faz compartilhar do mundo enigmático da seleção das imagens.
A fotografia como experiência
“Para quem tem os olhos focados na fotografia, ou já pôde sentir o quanto a linguagem fotográfica pode mexer com nossa maneira de ver o mundo, o filme “Nascidos em Bordéis” é uma boa indicação. Produção de 2004, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de filmes de Sundance e do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, o filme mostra o cotidiano das crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá, na Índia. O lugar é conhecido pela miséria e prostituição e a partir da iniciativa de Zana, uma fotógrafa americana que lhes ensina a fotografar, os pequenos começam a registrar com uma câmera fotográfica a vida que os cercam. As imagens fotográficas se mesclam ao filme e vão compondo a narrativa. O universo desse submundo indiano vai sendo descortinado a partir dos olhares das próprias crianças marginalizadas e até então sem um futuro digno a ser vivido. A favor ou não da fotógrafa que tenta “salvar” as crianças do destino que as espera, o que é mais enriquecedor no filme é poder acompanhar o desabrochar dessas crianças a partir da vivência com suas câmeras fotográficas. É poder constatar o quanto a fotografia pode contribuir para as questões da identidade e, ao contrário do que vem acontecendo atualmente, pode fugir à banalização e cumprir um papel ético.”
Teresa Bastos, publicado em 23 de janeiro de 2008 no blog imagesvisions: http://imagesvisions.blogspot.com/2008/01/filme-mostra-como-linguagem-fotogrfica.html
Teresa Bastos, publicado em 23 de janeiro de 2008 no blog imagesvisions: http://imagesvisions.blogspot.com/2008/01/filme-mostra-como-linguagem-fotogrfica.html
Nascidos nos Bordéis, de Zana Briski e Ross KaufmanBorn into brothels: Calcutta's red light kids, Índia/EUA, 2004Nascidos nos Bordéis não é um filme comovente sobre uma mulher que tenta salvar a vida de alguns meninos fadados a repetir a vida criminosa de drogas e prostituição nos guetos da luz vermelha da Índia. É sobretudo um filme de terror. Um filme sobre como uma documentarista, dotada de todas as verdades egocêntricas e etnocêntricas sobre como dar liberdade aos outros, vai num país "exótico e atrasado" para com a arte (a fotografia, o cinema) salvar quem ainda pode ser salvo do mar de lama: as pobres criancinhas. Há um quê de Michael Moore (a professora-cineasta lutando contra a burocracia terceiromundista e preconceituosa da Índia para tirar os vistos de ração de seus alunos), como há um nojento fedor de autopromoção (as crianças sendo entrevistadas pela televisão indiana dizendo como tudo que a tia Zana ensina vai direto pro cérebro, como ela é boazinha e atenciosa, etc.) nessa enquete assistencialista que tenta aplacar a culpa social através de saídas voluntaristas que "fazem a diferença". O voluntarismo, como bem se sabe, serve mais para aliviar a consciência de quem pratica do que para salvar o outro a quem ele geralmente é destinado. Assim, depois que a diretora do filme se esforça para colocar todos os meninos na escola – a toques de caixa, para mostrar que fez sua parte –, as legendas nos informam que a maioria deles voltou para a família. A metáfora é clara: como George W. Bush concedendo aos iraquianos uma democracia que, para princípio de conversa, eles não pediram, tia Zana aparece com seus valores universais para dar "liberdade" a pessoas que vivem num contexto social e existencial em que essa liberdade não é possível. Em Nascidos nos Bordéis, a arte serve como álibi para uma prática invasiva, altamente questionável, e como desculpa para ser bonzinho com os outros e, assim, conseguir suas medalhinhas da Unicef (ou o senso do dever cumprido). Todo o poder à má-consciência. Como no igualmente lamentável Cine Mambembe, a tarefa do artista é agir como elemento invasivo porém carregando valores "universais" para iluminar a vida de pessoas humildes. Efeito "pixote": para um possível fotógrafo de carreira profissional bem-sucedida, quantos conviverão com uma lembrança frustrada de uma caucasiana bem trapalhona? A benevolência cretina de uma documentarista que vai embora enquanto os outros ficam com seus recém-criados desejos artísticos é algo de virar o estômago. Zana Briski jamais deve ter lido O Pequeno Príncipe; nele, se lê: "Tu és responsável por aquilo que cativas". De boas intenções... (Ruy Gardnier)
Revista Contracampo /Pílula, seção crítica
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Exibição de filmes e debate sobre Ruy Santos no Centro Cultural Justiça Federal
Cena do filme O Saci (1953), de Rodolfo Nanni, com fotografia de Ruy Santos.
Em paralelo à exposição Ruy Santos: imagens apreendidas, serão exibidos no Teatro do Centro Cultura Justiça Federal, nos dias 15 e 22 de maio, filmes com direção ou com outro tipo de participação do cineasta Ruy Santos (1916 – 1989).
Ruy fotografou e dirigiu mais de 30 documentários, dos quais alguns foram premiados no Brasil e no exterior. De sua estréia ainda jovem, como assistente de fotografia do lendário filme Limite (1930), de Mário Peixoto, até sua morte, em 1989, foram mais de quarenta anos de cinema e fotografia.
Ruy foi fotógrafo oficial do PCB e comungava, como muitos artistas e intelectuais da época, dos ideais e da proposta do Partido. Foi preso em 1948 e sua produção fotográfica apreendida.
Em sua incursão pelo cinema, Ruy Santos, além de documentários, dirigiu, produziu, escreveu roteiros e fez a fotografia de filmes de ficção. Apesar de extensa cinematografia, Ruy Santos é desconhecido do grande público.
Ruy fotografou e dirigiu mais de 30 documentários, dos quais alguns foram premiados no Brasil e no exterior. De sua estréia ainda jovem, como assistente de fotografia do lendário filme Limite (1930), de Mário Peixoto, até sua morte, em 1989, foram mais de quarenta anos de cinema e fotografia.
Ruy foi fotógrafo oficial do PCB e comungava, como muitos artistas e intelectuais da época, dos ideais e da proposta do Partido. Foi preso em 1948 e sua produção fotográfica apreendida.
Em sua incursão pelo cinema, Ruy Santos, além de documentários, dirigiu, produziu, escreveu roteiros e fez a fotografia de filmes de ficção. Apesar de extensa cinematografia, Ruy Santos é desconhecido do grande público.
Após a exibição haverá debate e conversa com o público, de acordo com a programação abaixo. A intenção da mostra é dar visibilidade ao trabalho de Ruy Santos no cinema, cuja enorme produção está dispersa e inacessível.
Programação
Dia de exibição: 15 de maio, 2010 (sábado)
Exibição de filme seguido de debate
Sol sobre a lama (1963), de Alex Viany com câmera e direção de fotografia de Ruy Santos
Sinopse: A luta pela preservação do canal de acesso à Feira de Água de Meninos em Salvador, BA, movida por diversos personagens-tipo (prostituta, saveirista, ceramista, etc) contra os poderosos que ambicionam os terrenos sobre os quais se desenrola a feira.
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Debatedores: Hernani Heffner (Conservador-chefe da Cinemateca do MAM ) e José Carlos Monteiro (Professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF)
Mediadora: Adriana Cursino (Cineasta, pesquisadora de Cinema e doutoranda do Programa de Pós-graduação da ECO/UFRJ)
Horário: 14 às 17 horas
Dia de exibição: 22 de maio
Exibição de cinco filmes, seguida de conversa com o público. A sessão contará com a participação da diretora executiva da Verona Filmes, Rossana Ghessa, uma das últimas parcerias cinematográficas de Ruy Santos.
Comício: São Paulo a Luiz Carlos Prestes (1945), com direção, roteiro e fotografia de Ruy Santos, curta que já está sendo exibido em monitor durante a exposição Ruy Santos, imagens apreendidas, no Gabinete Fotográfico do 1º andar do CCJF.
Sinopse: o documentário retrata a preparação e a realização do comício, realizado em 15 de julho de 1945 no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O filme mostra o encontro do líder comunista Luiz Carlos Prestes com o povo após nove anos de prisão, boa parte desse tempo incomunicável.
Duração : 9min14seg
Classificação: livre
O saci ( 1951 – 53), com direção de Rodolfo Nanni e fotografia de Ruy Santos
Sinopse: Primeiro filme infantil brasileiro, O Saci foi um marco na história do cinema nacional. O filme narra as aventuras de Pedrinho e suas tentativas de capturar o endiabrado Saci, que depois irá ajudá-lo a desfazer a bruxaria da Cuca, tudo com a ajuda de Emília e Narizinho do Sítio do Pica Pau Amarelo, onde vivem Dona Benta e Tia Anastácia.
Duração: 65min
Classificação: livre
O Coronel Delmiro Gouveia: o homem e a terra (1968), com direção, roteiro, fotografia e produção de Ruy San tos.
Sinopse: No curta-metragem de Ruy Santos, feito em 1968, temos um perfil laudatório, que associa o personagem, pioneiro comerciante e industrial nordestino, Delmiro Gouveia (1863-1917) a outras glórias nacionais, como Villa Lobos (trilha sonora) e Jorge de Lima (citação). Parte desse trabalho de construção de um herói é denunciar nominalmente os supostos autores e mandantes de seu assassinato.
Duração: 9min
Classificação: 12 anos
O Homem e o limite (1976), com direção, fotografia e montagem de Ruy Santos.
Sinopse: Documentário sobre Mário Peixoto e seu filme Limite (1931), considerado um clássico do cinema brasileiro, acompanhado de parte do comentário musical originalmente utilizado por Mário Peixoto. Filme dedicado à memória de: Edgard Brazil, Brutus Pedreira e Plínio Susssekind Rocha.
Duração: 30min
Classificação: livre
Jorge Amado (2002), com fotografia e direção de Ruy Santos
Sinopse: O documentário remonta a trajetória de Jorge Amado a partir de imagens de arquivo inéditas, além de entrevistas com escritores, cineastas e amigos. O filme analisa a obra do autor baiano, sua militância no Partido Comunista e a forte relação com o Nordeste, sempre presente em seus romances.
Duração: 45 min
Classificação: livre
Serviço
Data: 15 e 22 de maio (ambos sábado)
Local: Teatro do Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro – (Cinelândia, ao lado da Biblioteca Nacional)
Capacidade do Teatro : 140 lugares
Horário: 14 às 17 horas
Entrada: valor simbólico de 1,00
Filmes serão exibidos em DVD
Exibição de filme seguido de debate
Sol sobre a lama (1963), de Alex Viany com câmera e direção de fotografia de Ruy Santos
Sinopse: A luta pela preservação do canal de acesso à Feira de Água de Meninos em Salvador, BA, movida por diversos personagens-tipo (prostituta, saveirista, ceramista, etc) contra os poderosos que ambicionam os terrenos sobre os quais se desenrola a feira.
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Debatedores: Hernani Heffner (Conservador-chefe da Cinemateca do MAM ) e José Carlos Monteiro (Professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF)
Mediadora: Adriana Cursino (Cineasta, pesquisadora de Cinema e doutoranda do Programa de Pós-graduação da ECO/UFRJ)
Horário: 14 às 17 horas
Dia de exibição: 22 de maio
Exibição de cinco filmes, seguida de conversa com o público. A sessão contará com a participação da diretora executiva da Verona Filmes, Rossana Ghessa, uma das últimas parcerias cinematográficas de Ruy Santos.
Comício: São Paulo a Luiz Carlos Prestes (1945), com direção, roteiro e fotografia de Ruy Santos, curta que já está sendo exibido em monitor durante a exposição Ruy Santos, imagens apreendidas, no Gabinete Fotográfico do 1º andar do CCJF.
Sinopse: o documentário retrata a preparação e a realização do comício, realizado em 15 de julho de 1945 no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O filme mostra o encontro do líder comunista Luiz Carlos Prestes com o povo após nove anos de prisão, boa parte desse tempo incomunicável.
Duração : 9min14seg
Classificação: livre
O saci ( 1951 – 53), com direção de Rodolfo Nanni e fotografia de Ruy Santos
Sinopse: Primeiro filme infantil brasileiro, O Saci foi um marco na história do cinema nacional. O filme narra as aventuras de Pedrinho e suas tentativas de capturar o endiabrado Saci, que depois irá ajudá-lo a desfazer a bruxaria da Cuca, tudo com a ajuda de Emília e Narizinho do Sítio do Pica Pau Amarelo, onde vivem Dona Benta e Tia Anastácia.
Duração: 65min
Classificação: livre
O Coronel Delmiro Gouveia: o homem e a terra (1968), com direção, roteiro, fotografia e produção de Ruy San tos.
Sinopse: No curta-metragem de Ruy Santos, feito em 1968, temos um perfil laudatório, que associa o personagem, pioneiro comerciante e industrial nordestino, Delmiro Gouveia (1863-1917) a outras glórias nacionais, como Villa Lobos (trilha sonora) e Jorge de Lima (citação). Parte desse trabalho de construção de um herói é denunciar nominalmente os supostos autores e mandantes de seu assassinato.
Duração: 9min
Classificação: 12 anos
O Homem e o limite (1976), com direção, fotografia e montagem de Ruy Santos.
Sinopse: Documentário sobre Mário Peixoto e seu filme Limite (1931), considerado um clássico do cinema brasileiro, acompanhado de parte do comentário musical originalmente utilizado por Mário Peixoto. Filme dedicado à memória de: Edgard Brazil, Brutus Pedreira e Plínio Susssekind Rocha.
Duração: 30min
Classificação: livre
Jorge Amado (2002), com fotografia e direção de Ruy Santos
Sinopse: O documentário remonta a trajetória de Jorge Amado a partir de imagens de arquivo inéditas, além de entrevistas com escritores, cineastas e amigos. O filme analisa a obra do autor baiano, sua militância no Partido Comunista e a forte relação com o Nordeste, sempre presente em seus romances.
Duração: 45 min
Classificação: livre
Serviço
Data: 15 e 22 de maio (ambos sábado)
Local: Teatro do Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro – (Cinelândia, ao lado da Biblioteca Nacional)
Capacidade do Teatro : 140 lugares
Horário: 14 às 17 horas
Entrada: valor simbólico de 1,00
Filmes serão exibidos em DVD
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"Ruy Santos: imagens apreendidas" até 13 de junho no Gabinete Fotográfico do CCJF

De algoz a guardiã
O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro é o guardião desde 1992 de vasta documentação produzida e apreendida pela implacável e obsessiva Policia Política Brasileira atuante por mais de sessenta anos no controle e repressão da sociedade.
No caso das apreensões, as muitas investidas na sede do Partido Comunista Brasileiro permitiram à Polícia constituir um acervo razoável da trajetória do PCB e, ironicamente, tornou-se sua maior fonte de informações.
Esta exposição exibe imagens apreendidas do fotógrafo e cineasta comunista, Ruy Santos, preso “para averiguações” em 1948. Ruy nos traduz um dos momentos mais importantes do PCB : o comício de Luiz Carlos Prestes, no estádio do Pacaembu, em 15 de julho de 1945, em São Paulo.
De criminosas e apreendidas, estas imagens tornaram-se redentoras. Foram aqui restituídas à sua condição de arte.
O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro é o guardião desde 1992 de vasta documentação produzida e apreendida pela implacável e obsessiva Policia Política Brasileira atuante por mais de sessenta anos no controle e repressão da sociedade.
No caso das apreensões, as muitas investidas na sede do Partido Comunista Brasileiro permitiram à Polícia constituir um acervo razoável da trajetória do PCB e, ironicamente, tornou-se sua maior fonte de informações.
Esta exposição exibe imagens apreendidas do fotógrafo e cineasta comunista, Ruy Santos, preso “para averiguações” em 1948. Ruy nos traduz um dos momentos mais importantes do PCB : o comício de Luiz Carlos Prestes, no estádio do Pacaembu, em 15 de julho de 1945, em São Paulo.
De criminosas e apreendidas, estas imagens tornaram-se redentoras. Foram aqui restituídas à sua condição de arte.
Teresa Bastos
Curadora
Veja aqui o filme Comicio: São Paulo a Luiz Carlos Prestes, (1945)com direção e fotografia de Ruy Santos cujas imagens são vistas na exposição:
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Kevin Carter (1960 - 1994) e a foto vencedora do Prêmio Pulitzer de 1994
Hans Namuth (1915 - 1990) autor da foto de Jackson Pollock ( 1912 - 1956)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O Rio de Janeiro através a teleobjetiva de Fernando Rabelo
O fotógrafo Fernando Rabelo percorreu a cidade com sua câmera digital em punho, equipada de uma teleobjetiva, Rabelo escolheu pontos de observação privilegiados – como o topo de prédios e montanhas. Fernando procurou locais de onde pode capturar imagens raras com a teleobjetiva, uma lente que aproxima o assunto e tem o poder de tornar grande o que, a olho nu, estaria pequeno, misturando, em perfeita simbiose, real e imaginário. O resultado do trabalho, intitulado Olhar distante: o Rio através da teleobjetiva, com curadoria de Pedro Agilson, está sendo exibido até o dia 7 de março de 2010, no projeto Expofoto, do Oi Futuro Flamengo, no Rio. O exercício de ver, olhar, reparar, pode tornar-se um grande jogo. E é a este desafio prazeroso que Fernando Rabelo mostra nesse ensaio fotográfico. Suas imagens de lugares, paisagens e prédios revelam composições e contrastes urbanos inusitados, dotados de um grafismo surpreendente. O ensaio de Rabelo transforma deliciosamente velhos ícones. Em vez de expandir a cena, enfatiza o detalhe. A habilidade fotográfica de Fernando Rabelo nos dá um presente pictórico, descortinando também outras questões caras à cena visual contemporânea. A capacidade de proliferação de imagens, a insaciável arte da fotografia que, tendo como artífices bons profissionais, podem ainda nos encantar e nos surpreender. E também, o potencial imagético da cidade do Rio de Janeiro que não cansa de ser registrado por pintores desde o século XIX. O que naquela época, eles se esmeraram em fazer, hoje cabe aos muitos fotógrafos da cidade, perpetuar. Olhares plurais que ajudam a elaborar um acervo cada vez mais rico de imagens do Rio de Janeiro. Veja mais fotos Aqui
Marcadores:
Fernando Rabelo,
fotógrafos brasileiros
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Imagens de Liberdade
'Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.'
— Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência
— Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência

terça-feira, 17 de novembro de 2009
LIBERDADE
Veja mais fotos de Ellen Kooi AquiNosso tema de produção fotográfica foi escolhido em sala de aula e nas próximas duas semanas vamos fazer produção de estúdio e externa tendo em mente a idéia de Liberdade. Convoco a todos para pesquisarem, enviarem links para o blog, comentários e fotos para alimentarmos nosso imaginário dessa proposta. Em pesquisa hoje encontrei um curso que será ministrado na Casa do Saber no Rio sobre o tema a partir de 3 filósofos. Reproduzo aqui a proposta do curso que já me parece bem interessante. Incluo também aqui algumas imagens que dão a idéia de liberdade e, em especial, a da fotógrafa Ellen Kooi (o link para vocês verem mais imagens dela está abaixo da foto) que tem um trabalho belíssimo e delicado.
Curso Casa do Saber no Rio:
Metafísicas da liberdade, o que é ser livre para Leibniz, Sartre e Frankfurt
A ideia de que, ao menos em certa medida, os seres humanos são livres constitui um dos mais importantes traços da imagem que formamos acerca de nós mesmos. Entretanto, ao tentar determinar com precisão em que consiste propriamente a liberdade e em que condições ela é possível, a tradição filosófica nos mostra que somos conduzidos a certos impasses teóricos dos quais ainda não conseguimos nos livrar: somos livres simplesmente quando nossa ação é livre, quando fazemos o que queremos? Ou é preciso também que nossa vontade seja livre, isto é, que nosso querer não seja fruto de nenhuma determinação externa? A liberdade pressupõe que haja indeterminação no mundo ou ela é possível em um mundo determinista? A responsabilidade moral depende da existência de alternativas? O curso investigará essas e outras questões relativas à natureza e às condições da liberdade que perpassam a História da Filosofia a partir do pensamento de três filósofos que se dedicaram expressivamente ao assunto: Gottfried Wilhelm Leibniz, Jean-Paul Sartre e Harry Frankfurt.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Ciclo de palestras e workshops de fotografia começa na quinta, dia 22
O ciclo de palestras "Fotografia Contemporânea: Arte e Pensamento" tem por objetivo apresentar e discutir trabalhos de artistas influentes na atualidade.Além das conferências, o ciclo oferece também dois workshops gratuitos.
Programação
22/10 - Arthur Omar
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Moniz de Aragão
29/10 - Leandro Pimentel
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Pedro Calmon
05/11 - Vik Muniz
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Dourado
10/11 - Danusa Depes
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Dourado
17/11 - Thiago Barros
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Moniz de Aragão
Workshops Sextas livres
23/10 - Pinhole com Leandro Pimentel
Hora: 14/17 horas
Local: Laboratório fotográfico CPM /ECO
06/11 - Grande formato com César Barreto
Hora: 14/17 horas
Local: Laboratório fotográfico CPM/ECO
Organização: Victa de Carvalho e Antonio Fatorelli
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Moniz de Aragão
29/10 - Leandro Pimentel
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Pedro Calmon
05/11 - Vik Muniz
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Dourado
10/11 - Danusa Depes
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Dourado
17/11 - Thiago Barros
Hora: 16h30 às 18h30
Local: Salão Moniz de Aragão
Workshops Sextas livres
23/10 - Pinhole com Leandro Pimentel
Hora: 14/17 horas
Local: Laboratório fotográfico CPM /ECO
06/11 - Grande formato com César Barreto
Hora: 14/17 horas
Local: Laboratório fotográfico CPM/ECO
Organização: Victa de Carvalho e Antonio Fatorelli
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O retrato de Ludovic Carème
Por Teresa Bastos
O fotógrafo francês Ludovic Carème levou para o 5º Paraty em Foco um pouco da sua grande experiência como retratista que busca em seus modelos algo que esteja além da pose que nossas máscaras sociais costumam imprimir na imagem. Carème trabalha para várias publicações brasileiras e estrangeiras, como o jornal Libération, Le Monde, Elle, Vogue Brasil, Rolling Stone, The New York Times, Télerama, Folha de São Paulo, Bravo, L’Express, La Republica Del Donne,The Independent, l’Equipe Magazine, Marie Claire, Trip e Revista Mag. O que o faz ser tão requisitado, segundo ele, é sua marca autoral. “Quando sou contratado para fotografar determinada personalidade, os editores já supõem o que receberão, pois me chamam exatamente por conhecerem o meu trabalho. Normalmente tenho plena liberdade para fazer o retrato que eu quero”, conta Carème. E o que está por trás do conceito da foto de Carème é exatamente a intimidade, a palavra mais discutida quando a questão é retrato. Ao olharmos suas fotos, sentimos muito próximos de seus modelos e essa é sua grande marca. Ele não usa zoom, fotografa de bem perto mesmo, fala ao pé de ouvido e muitas vezes até toca o modelo para desconcertá-lo, ou para provocá-lo, para obter um olhar, um sorriso, ou um gesto que vá além do que habitualmente mostra. “Posso ser autoritário, mas normalmente ator e modelo fazem pose programada para você e o trabalho do fotógrafo é justamente quebrar isso”, completa.
Em seu workshop o francês, radicado em São Paulo, exibiu retratos de sua autoria, tecendo comentários sobre cada um. Contou por exemplo que o portrait de John Malkovich foi inspirado em um de seus personagens e agradou profundamente o ator que, após esse registro feito por Carème, solicita aos editores que o publiquem quando forem falar dele. Ludovic mostrou ainda portraits de Pelé, Carla Bruni, Oliver Stone, Costa-Gavras, David Cronenberg entre muitos outros. A respeito da foto de Omar Bongo, presidente do Gabão comentou que buscou colocá-lo em frente ao mapa mundi e teve que ter muita determinação para conseguir o que queria, pois o presidente não estava de acordo, queria mesmo era uma foto protocolar. Aliás, depois do Tetê-à-tête que estabelece com seus modelos, a determinação foi considerada por Carème um traço de sua personalidade que lhe proporciona portraits repletos de identidade pessoal. “Antes de ir para uma sessão de fotos imagino uma cena para o retratado. Muitas vezes acontece tudo diferente do que havia pensado, pois foto é troca, mas é muito raro sair de lá com a sensação de que não funcionou. Sou muito determinado e por isso a frustração raramente acontece”, explica.
Ludovic Carème trabalha com médio formato, uma Hasselblad analógica. Faz poucos cliques, revela o filme, faz o contato e prefere o papel ao computador para fazer a edição de suas imagens. Na maioria das vezes altera a sensibilidade e a revelação do filme. Em seu workshop Carème exibiu ainda um trabalho que fez na Nigéria em 2004, para o qual ficou um mês e meio e quis fotografar um pouco da juventude daquele país e também do Camboja, onde retratou pessoas de rua e anônimos. Com um olhar sensível às minorias, Ludovic fotografou ainda anônimos e travestis antes de saírem para a balada, na rua Augusta, em São Paulo
Carème cria uma empatia com seus modelos e busca também deixar que eles se acostumem à sua presença para obter registros mais próximos ao espontâneo. Ele tem grande paixão pelo retrato e encontra no gênero a possibilidade de encontrar as pessoas. Talvez os retratos para Carème sejam o que a literatura foi para Rimbaud, autor de uma das mais simples e enigmáticas frases: “Eu é um outro” que significa, antes de mais nada, que o eu rimbaudiano é múltiplo, vário, escorregadio, móvel, fragmentado. Os vários retratos de Carème dão conta da multiplicidade dos “eus” que o fotógrafo enfrenta ao exercer a sua arte. Acesse o site de Ludovic Carème Aqui
O fotógrafo francês Ludovic Carème levou para o 5º Paraty em Foco um pouco da sua grande experiência como retratista que busca em seus modelos algo que esteja além da pose que nossas máscaras sociais costumam imprimir na imagem. Carème trabalha para várias publicações brasileiras e estrangeiras, como o jornal Libération, Le Monde, Elle, Vogue Brasil, Rolling Stone, The New York Times, Télerama, Folha de São Paulo, Bravo, L’Express, La Republica Del Donne,The Independent, l’Equipe Magazine, Marie Claire, Trip e Revista Mag. O que o faz ser tão requisitado, segundo ele, é sua marca autoral. “Quando sou contratado para fotografar determinada personalidade, os editores já supõem o que receberão, pois me chamam exatamente por conhecerem o meu trabalho. Normalmente tenho plena liberdade para fazer o retrato que eu quero”, conta Carème. E o que está por trás do conceito da foto de Carème é exatamente a intimidade, a palavra mais discutida quando a questão é retrato. Ao olharmos suas fotos, sentimos muito próximos de seus modelos e essa é sua grande marca. Ele não usa zoom, fotografa de bem perto mesmo, fala ao pé de ouvido e muitas vezes até toca o modelo para desconcertá-lo, ou para provocá-lo, para obter um olhar, um sorriso, ou um gesto que vá além do que habitualmente mostra. “Posso ser autoritário, mas normalmente ator e modelo fazem pose programada para você e o trabalho do fotógrafo é justamente quebrar isso”, completa.
Em seu workshop o francês, radicado em São Paulo, exibiu retratos de sua autoria, tecendo comentários sobre cada um. Contou por exemplo que o portrait de John Malkovich foi inspirado em um de seus personagens e agradou profundamente o ator que, após esse registro feito por Carème, solicita aos editores que o publiquem quando forem falar dele. Ludovic mostrou ainda portraits de Pelé, Carla Bruni, Oliver Stone, Costa-Gavras, David Cronenberg entre muitos outros. A respeito da foto de Omar Bongo, presidente do Gabão comentou que buscou colocá-lo em frente ao mapa mundi e teve que ter muita determinação para conseguir o que queria, pois o presidente não estava de acordo, queria mesmo era uma foto protocolar. Aliás, depois do Tetê-à-tête que estabelece com seus modelos, a determinação foi considerada por Carème um traço de sua personalidade que lhe proporciona portraits repletos de identidade pessoal. “Antes de ir para uma sessão de fotos imagino uma cena para o retratado. Muitas vezes acontece tudo diferente do que havia pensado, pois foto é troca, mas é muito raro sair de lá com a sensação de que não funcionou. Sou muito determinado e por isso a frustração raramente acontece”, explica.
Ludovic Carème trabalha com médio formato, uma Hasselblad analógica. Faz poucos cliques, revela o filme, faz o contato e prefere o papel ao computador para fazer a edição de suas imagens. Na maioria das vezes altera a sensibilidade e a revelação do filme. Em seu workshop Carème exibiu ainda um trabalho que fez na Nigéria em 2004, para o qual ficou um mês e meio e quis fotografar um pouco da juventude daquele país e também do Camboja, onde retratou pessoas de rua e anônimos. Com um olhar sensível às minorias, Ludovic fotografou ainda anônimos e travestis antes de saírem para a balada, na rua Augusta, em São Paulo
Carème cria uma empatia com seus modelos e busca também deixar que eles se acostumem à sua presença para obter registros mais próximos ao espontâneo. Ele tem grande paixão pelo retrato e encontra no gênero a possibilidade de encontrar as pessoas. Talvez os retratos para Carème sejam o que a literatura foi para Rimbaud, autor de uma das mais simples e enigmáticas frases: “Eu é um outro” que significa, antes de mais nada, que o eu rimbaudiano é múltiplo, vário, escorregadio, móvel, fragmentado. Os vários retratos de Carème dão conta da multiplicidade dos “eus” que o fotógrafo enfrenta ao exercer a sua arte. Acesse o site de Ludovic Carème Aqui
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5º Paraty em Foco,
fotógrafos estrangeiros
domingo, 13 de setembro de 2009
Imagens da Polícia Política Brasileira no acervo do Arquivo Público do Estado

Atuante por mais de sessenta anos, a Polícia Política Brasileira era exercida através de órgãos públicos e unidades policiais criados para desempenhar o papel de controle da sociedade, produção e manipulação de informações, efetuando vigilância cotidiana sobre os cidadãos. A documentação acumulada ao longo de quase sessenta anos por essa Polícia, conhecida como DOPS - Delegacias de Ordem Política e Social – foi recolhida ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro em 1992. 
Com essa guarda e com a extinção das funções de prevenção e repressão política e social da estrutura administrativa da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro em 1983, ironicamente, o acervo passa a simbolizar não mais um instrumento de repressão, mas um álibi para a democracia. Ao mudar de mãos, o arranjo arquivístico

Com essa guarda e com a extinção das funções de prevenção e repressão política e social da estrutura administrativa da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro em 1983, ironicamente, o acervo passa a simbolizar não mais um instrumento de repressão, mas um álibi para a democracia. Ao mudar de mãos, o arranjo arquivístico
da Polícia foi mantido, mas seu uso deliberadamente e felizmente adulterado.
O Fundo Polícias Políticas, que é constituído por 750 metros lineares de documentos textuais e mais de 100 mil fotografias, recebeu em 2007 o selo de Memória do Mundo da UNESCO.
O Partido Comunista Brasileiro era considerado o maior inimigo do Estado, e por isso o a Polícia adquiriu um acervo considerável do Partido.
O material iconográfico do Fundo está localizado no SDE - Serviço de Documentação Especial – do APERJ, local principal de nossa visitação. Além das ampliações fotográficas, negativos de vidro e em acetato, o SDE registra ainda documentos sonoros como fitas K-7, rolos de áudio e vinil. Como objetos tridimensionais destacam-se bandeiras, flâmulas, lenços, broches, utensílios domésticos, bottons, anéis, caixas de fósforos, carteiras e documentos de identificação pessoal, além de retratos de identificação policial.
O acervo reúne imagens referentes ao controle político e social exercido pelo Estado brasileiro desde a década de 1920 até 1983, com predomínio das décadas de 1930, 1940 e 1950. Esse controle expressa-se nas fotografias de identificação policial, manifestações estudantis e artísticas, assembléias sindicais, atividades partidárias, espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, luta armada, campanhas por anistia política, movimentos pacifistas e acompanhamento de grupos políticos clandestinos.
O Fundo Polícias Políticas, que é constituído por 750 metros lineares de documentos textuais e mais de 100 mil fotografias, recebeu em 2007 o selo de Memória do Mundo da UNESCO.
O Partido Comunista Brasileiro era considerado o maior inimigo do Estado, e por isso o a Polícia adquiriu um acervo considerável do Partido.
O material iconográfico do Fundo está localizado no SDE - Serviço de Documentação Especial – do APERJ, local principal de nossa visitação. Além das ampliações fotográficas, negativos de vidro e em acetato, o SDE registra ainda documentos sonoros como fitas K-7, rolos de áudio e vinil. Como objetos tridimensionais destacam-se bandeiras, flâmulas, lenços, broches, utensílios domésticos, bottons, anéis, caixas de fósforos, carteiras e documentos de identificação pessoal, além de retratos de identificação policial.
O acervo reúne imagens referentes ao controle político e social exercido pelo Estado brasileiro desde a década de 1920 até 1983, com predomínio das décadas de 1930, 1940 e 1950. Esse controle expressa-se nas fotografias de identificação policial, manifestações estudantis e artísticas, assembléias sindicais, atividades partidárias, espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, luta armada, campanhas por anistia política, movimentos pacifistas e acompanhamento de grupos políticos clandestinos.
As fotografias desta página são de identificação da polícia política brasileira: no Estado Novo (Foto 2) e no período da ditadura militar (Foto 1) do Acervo fotográfico do APERJ
domingo, 23 de agosto de 2009
Da Identidade à Identificação
Foto de Adrien Tournachon e Félix Nadar: estudos fisionômicos do Dr. DuchenneExposição e discussão do primeiro capítulo do livro Identidades Virtuais, de Annateresa Fabris:
"A identidade do retrato fotográfico é uma identidade construída de acordo com normas sociais precisas. Nela se assenta a configuração de um eu precário e ficcional - mesmo em seus usos mais normalizados -, que permite estabelecer um continuum entre o século XIX e o século XX, entre uma modernidade confiante na ideologia do progresso e uma modernidade problematizada pela desconstrução pós-moderna."
Pontos abordados:. Retrato como romance e como história, a partir de Baudelaire.
. Félix Nadar, Julia Cameron e DAvid Octavius Hill como representantes do retrato como romance.
. Eugène Disdéri, o retrato como história e a invenção do formato cartão de visita.
. Questões de pose, vestimenta, ornamentação e de representação da burguesia através da fotografia no séc. XIX.
. Manuais fotográficos.
. O retrato policial e a foto de identidade.
. Os estudos fisionômicos e o uso do retrato pela medicina e ciência
. A pose frontal e de perfil
. Da Identidade almejada pela burguesia oitocentista à identificação para atestado de existência. “Retrato fotográfico como uma imagem que, longe de afirmar a auto-suficiência do eu, remete para a ausência de plenitude do sujeito”, para Schaeffer, que entende que a fotografia confronta o modelo com a precariedade da identidade humana em sua individualidade biológica, psicológica e social, situando-a na esfera do reflexo. O retrato faz o indivíduo alcançar a própria identidade graças ao olhar do outro."
. Para Mário Costa, ‘ a fotografia é uma memória de máquina’.
. A partir de Cézanne e sobretudo com os cubistas, o retrato pode ser visto como especulação puramente plástica. O que menos interessa ao pintor é a concepção do retrato como signo de uma identidade.
. O retrato fotográfico está, sem dúvida, na base da crise e da transformação do gênero pictórico no qual se inspira e do qual deriva boa parte de seus recursos representativos.
. A pose frontal e de perfil
. Da Identidade almejada pela burguesia oitocentista à identificação para atestado de existência. “Retrato fotográfico como uma imagem que, longe de afirmar a auto-suficiência do eu, remete para a ausência de plenitude do sujeito”, para Schaeffer, que entende que a fotografia confronta o modelo com a precariedade da identidade humana em sua individualidade biológica, psicológica e social, situando-a na esfera do reflexo. O retrato faz o indivíduo alcançar a própria identidade graças ao olhar do outro."
. Para Mário Costa, ‘ a fotografia é uma memória de máquina’.
. A partir de Cézanne e sobretudo com os cubistas, o retrato pode ser visto como especulação puramente plástica. O que menos interessa ao pintor é a concepção do retrato como signo de uma identidade.
. O retrato fotográfico está, sem dúvida, na base da crise e da transformação do gênero pictórico no qual se inspira e do qual deriva boa parte de seus recursos representativos.
O que dizer do retrato fotográfico?
Foto de Lee Miller (1933)O retrato está em toda parte. Nos jornais, bonecos ou estigmas identitários. Na publicidade, vendendo e chamando nossa atenção para produtos. Na arte, como expressão subjetiva do artista, ou como desconstrução da representação. Nos blogs, para contar do final de semana, apresentar amigos, “demonstrar intimidade pública”. Nos álbuns de família, com ar social, para cultuarmos nossa memória. Com tom irreverente, arrogante, obtuso, aproveitando-se do feio, exagerando no belo, construindo cenas, traduzindo catástrofes e desgraças, o retrato está, parafraseando Susan Sontag, “promiscuamente em tudo”, e é o próprio espelho da fotografia. Ele invade o tempo, desnorteia o real, inventa contextos e registra o documental. É um gênero que passeia pela história e guarda em suas características ora a maneira oitocentista de se traduzir em imagem, ora o tom contemporâneo. Usos sem fim. Possibilidades que destacam o rosto como local de representação do tempo, dos sentimentos, das máscaras, das ausências e do vazio. O gênero permite o que quisermos fazer dele.
domingo, 16 de agosto de 2009
O retrato fotográfico entre documento, biografia e arte

Programa do curso 2009.2
Professora: Teresa Bastos
Horário: Segundas e quartas, das 11h10 às 12h50
Local: Estúdio CPM
2009.2
Objetivo:
Proporcionar aos alunos uma imersão na temática do portrait fotográfico a partir de experimentação e aprendizagem prática; reflexão e informação teórica. Explorar o tema a partir de algumas de suas várias possibilidades e usos como: identidade, arte, documento, ficção em contextos e momentos históricos distintos: do século XIX ao período contemporâneo.
Proposta de conteúdo e atividades:
Aulas teóricas com exibição de fotos, filmes e estudo de textos referenciais.
Aulas práticas de fotografia de estúdio e externaAula prática de laboratório Preto e brancoVisita à exposição em cartaz na cidade (a ser definida)
Visita ao acervo fotográfico e conservação do Arquivo Público do Estado
Visita à Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Sales
Participação de convidados com experiência na prática de retratos em áreas distintas: jornalismo, publicidade, produção editorial e artes.
Avaliação
Produção de trabalho de criação (ensaio fotográfico ou monografia) no final do semestre. Realização de pré-projeto no meio do semestre. Presença e participação em atividades propostas ao longo do curso.
Os trabalhos finais deverão ser apresentados e entregues na última semana de aula. O ensaio fotográfico deverá conter além das fotografias, um texto introdutório apresentando o processo de produção da experiência, bem como uma reflexão teórica a ser escolhida pelo aluno, tomando como base questões discutidas ao longo do semestre.
O trabalho monográfico deverá conter no mínimo 5 páginas, corpo 12 e espaço 1,5 e apresentar questões criadas pelo próprios alunos que, de alguma maneira dialoguem com as temáticas trabalhadas pelo curso.
Cronograma
Agosto:
17/08 – Apresentação do curso, conhecimento dos alunos, introdução ao tema do retrato
19/08 – O gênero portrait, algumas questões e definições a partir de vários teóricos. O rosto, o olhar, a pose, a relação de alteridade a partir do retrato, a intimidade, a encenação, os preparativos para a imagem, os usos......
24/08 – Livro Identidades virtuais de AnnaTeresa Fabris sobre o retrato.
26/08 – Descondicionamento do olhar
31/08 – A busca da semelhança do retrato nos primórdios da fotografia do século XIX. Os exemplos de Félix Nadar, Eugene Disdéri e Julia Cameron
Setembro:
2/09 –“ Experimentando o tempo”. Vivência longa exposição no estúdio
07/09 – feriado
09/09 –“Experimentando o tempo “. Vivência curta exposição em estúdio
14/09 – Visita ao acervo fotográfico do Arquivo Público do Estado
16/09 – Texto “O público moderno e a fotografia”, de Charles Baudelaire e discussão sobre fotografia e arte, com apresentação das imagens de Julia Cameron e os pré-rafaelitas.
21/09 – O retrato como biografia. Texto “A ilusão biográfica”, de Pierre Bourdieu e “o portrait fotográfico entre biografia e imagem autônoma”, de Teresa Bastos IN Uma investigação na intimidade do portrait fotográfica, tese de doutorado (2007).
23/09 – Vivência conhecido/desconhecido no campus da universidade
28/09 – Texto A câmara clara , de Roland Barthes, e “ Evangelhos Fotográficos” de Susan Sontag In Sobre fotografia.
30/09 – Exibição das imagens produzidas na vivência e comentários
Outubro:
05/10 – Texto que introduzirá o trabalho de Diane Arbus e o retrato marginal. Que identidade é essa?Estranha, bizarra...Imagens e texto de Antonin Artaud e Autoimagem marginal:fotografias de Evelyn Ruman (1993 – 1997)
07/10 – Filme A pele, um portrait imaginário da fotógrafa americana Diane Arbus (1923 – 1971)(direção de Steven Shainberg, com Nicole Kidman e Robert Downey Junior.2006)
12/10 – feriado
15/10 – feriado?
19/10 – Eduard Steichen, entre o pictorialismo e a revista Vanity Fair. O retrato como interpretação da semelhança.
21/10 – Visita a uma exposição na cidade e redação de um texto a respeito.Aulas teóricas com exibição de fotos, filmes e estudo de textos referenciais.
Aulas práticas de fotografia de estúdio e externaAula prática de laboratório Preto e brancoVisita à exposição em cartaz na cidade (a ser definida)
Visita ao acervo fotográfico e conservação do Arquivo Público do Estado
Visita à Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Sales
Participação de convidados com experiência na prática de retratos em áreas distintas: jornalismo, publicidade, produção editorial e artes.
Avaliação
Produção de trabalho de criação (ensaio fotográfico ou monografia) no final do semestre. Realização de pré-projeto no meio do semestre. Presença e participação em atividades propostas ao longo do curso.
Os trabalhos finais deverão ser apresentados e entregues na última semana de aula. O ensaio fotográfico deverá conter além das fotografias, um texto introdutório apresentando o processo de produção da experiência, bem como uma reflexão teórica a ser escolhida pelo aluno, tomando como base questões discutidas ao longo do semestre.
O trabalho monográfico deverá conter no mínimo 5 páginas, corpo 12 e espaço 1,5 e apresentar questões criadas pelo próprios alunos que, de alguma maneira dialoguem com as temáticas trabalhadas pelo curso.
Cronograma
Agosto:
17/08 – Apresentação do curso, conhecimento dos alunos, introdução ao tema do retrato
19/08 – O gênero portrait, algumas questões e definições a partir de vários teóricos. O rosto, o olhar, a pose, a relação de alteridade a partir do retrato, a intimidade, a encenação, os preparativos para a imagem, os usos......
24/08 – Livro Identidades virtuais de AnnaTeresa Fabris sobre o retrato.
26/08 – Descondicionamento do olhar
31/08 – A busca da semelhança do retrato nos primórdios da fotografia do século XIX. Os exemplos de Félix Nadar, Eugene Disdéri e Julia Cameron
Setembro:
2/09 –“ Experimentando o tempo”. Vivência longa exposição no estúdio
07/09 – feriado
09/09 –“Experimentando o tempo “. Vivência curta exposição em estúdio
14/09 – Visita ao acervo fotográfico do Arquivo Público do Estado
16/09 – Texto “O público moderno e a fotografia”, de Charles Baudelaire e discussão sobre fotografia e arte, com apresentação das imagens de Julia Cameron e os pré-rafaelitas.
21/09 – O retrato como biografia. Texto “A ilusão biográfica”, de Pierre Bourdieu e “o portrait fotográfico entre biografia e imagem autônoma”, de Teresa Bastos IN Uma investigação na intimidade do portrait fotográfica, tese de doutorado (2007).
23/09 – Vivência conhecido/desconhecido no campus da universidade
28/09 – Texto A câmara clara , de Roland Barthes, e “ Evangelhos Fotográficos” de Susan Sontag In Sobre fotografia.
30/09 – Exibição das imagens produzidas na vivência e comentários
Outubro:
05/10 – Texto que introduzirá o trabalho de Diane Arbus e o retrato marginal. Que identidade é essa?Estranha, bizarra...Imagens e texto de Antonin Artaud e Autoimagem marginal:fotografias de Evelyn Ruman (1993 – 1997)
07/10 – Filme A pele, um portrait imaginário da fotógrafa americana Diane Arbus (1923 – 1971)(direção de Steven Shainberg, com Nicole Kidman e Robert Downey Junior.2006)
12/10 – feriado
15/10 – feriado?
19/10 – Eduard Steichen, entre o pictorialismo e a revista Vanity Fair. O retrato como interpretação da semelhança.
26/10 – Auto-retrato. Texto “Olhar um auto-retrato”, de Philippe Lejeune e “O teatro das aparências”, de Annateresa Fabris. Imagens de Cindy Sherman, Florence Henri, Rafael Goldchain, entre outros.
28/10 – Contos “O espelho”, de Guimarães Rosa e Machado de Assis, paralelo com o livro “Um, nenhum e cem mil” de Luigi Pirandello.
Novembro:
02/11 – feriado
04/11 – Os retratos experimentais de Man Ray e Lee Miller . (texto a ser definido).
09/11 – Henri Cartier-Bresson, Alécio de Andrade e Denise Colomb, o ambiente como identidade.
11/11 – Entrega do pré-projeto de trabalho final e discussão sobre tema de produção de retratos em estúdio e externa.
16/11 – O retrato no fotojornalismo e na publicidade
18/11 – O retrato na arte contemporânea e a experiência dos arquivos (Boldansky, Rosângela Rennó) Arthur Omar, Vik Muniz,JR,Chuck Close,Florence Chevalier, Marc Trivier. Texto de Régis Durand. Texto de Antônio Fatorelli.
23/11 – produção de retrato externo e em estúdio
25/11 – produção de retrato externo e em estúdio
30/11 – produção de retrato externo, em estúdio e uso do laboratório
Dezembro:
02/12 - produção de retrato externo, em estúdio e uso do laboratório
07/12 - Edição das fotos e eleição das imagens mais representativas do tema
09/12 – Finalização do curso
14/12 – Apresentação e entrega dos trabalhos finais
16/12 – Apresentação e entrega dos trabalhos finais
Bibliografia básica
ARQUIVO NACIONAL. Retratos Modernos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.BARTHES, Roland. A câmara clara, tradução Julio Castañon Guimarães. 3a Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
BASTOS, Maria Teresa Ferreira. Uma investigação na intimidade do portrait fotografico. Tese de doutorado, PUC-Rio, 2007.
BENJAMIM, Walter. Magia e Técnica, arte e política, tradução Sérgio P. Rouanet. 7a Ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
COELHO, Teixeira (Org). A modernidade de Baudelaire. Trad. Suely Cassal. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988.FABRIS, Annateresa. A identidade virtual. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
HUBBERMAN, Georges Didi. O que vemos, o que nos olha, tradução Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 1998.
MANGUEL, Alberto. Lendo Imagens, uma história de amor e de ódio. Tradução Rubens Figueiredo, Rosaura Eichemberg, Cláudia Strauch. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
NOVAES, Adauto. O Olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.SONTAG, Susan. Sobre fotografia, tradução Rubens Figueiredo. Sao Paulo:Cia das Letras, 2004.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Imperdível exposição de Robert Polidori

A mostra, em exibição no Instituto Moreira Sales é composta por 69 imagens, a primeira retrospectiva do artista na América Latina. Há séries sobre as cidades de Pripyat e Chernobyl, 15 anos após o acidente nuclear, Havana, Beirute e Nova Orleans, esta, devastada pelo Katrina, e cenas urbanas de Egito, Índia e Jordânia, além de apartamentos devastados por vândalos em Nova York. Robert Polidori foi fotógrafo da revista The New Yorker e colaborou para Geo, Architectural Digest Germany, Nest Magazine, Newsweek e Vanity Fair.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Eleita em classe a Foto Delicadeza
Durante três semanas nos dedicamos ao tema “Delicadeza” através de leituras, pesquisas de imagens, reflexões e produção fotográfica. A idéia era tentar perceber a Delicadeza nos nossos atos e gestos e ainda tentar encontrá-la no cotidiano. A proposta pretendia também elencar objetos, texturas, climas que pudessem sugerir o tema. Desafio ainda mais difícil, tentar registrá-la, representá-la como retrato. Fizemos produção analógica e depois usamos o laboratório.Trabalhamos também em estúdio, com câmera digital. Ao final, comentamos a experiência enfocando os desafios vividos e como a delicadeza pôde ser dimensionada. Como ela foi traduzida. Olhamos todas as imagens produzidas e trabalhamos a edição. Os 23 alunos do curso produziram 480 fotografias digitais e 360 em filme preto e branco. Escolhemos através de votação em classe três, imaginando uma foto de capa e duas internas. Após a eleição argumentamos a respeito, tentando trabalhar e exaurir ao máximo as propriedades das imagens, sua composição, iluminação, bem como a relação modelo/fotógrafo ao ser produzida e o impacto que causou no espectador, além da vinculação ao tema. A idéia do trabalho era viver todo o processo de produção fotográfica, da concepção da imagem à sua edição final. A foto vencedora,publicada aqui, é de autoria de Luiza Mello e a modelo, Thaís Lopes.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
O fotógrafo Sérgio Zalis é o convidado da aula desta quarta, dia 17 de junho
© Foto de Sérgio Zalis. Daniela Mercury em Bonn, na Alemanha.O fotógrafo Sérgio Zalis gentilmente aceitou o convite para vir a ECO onde vai ministrar nesta quarta-feira, dia 17 de junho, a palestra intitulada “A fotografia e as celebridades”, com exibição de trabalhos de sua carreira. O encontro acontece das 11h10 às 12h50 no auditório da CPM. Sérgio (1955), que atua há 35 anos no mercado, estudou Fotografia na Escola Nacional de Belas Artes da Holanda, em Amsterdam. Começou a trabalhar na Bloch Editores em 1974 publicando pela primeira vez uma foto da Susana Vieira na revista Amiga. Passou pelas redações da Manchete, Jornal do Brasil, O Globo. Foi um dos fundadores da revista Caras no Brasil e hoje é redator-chefe da revista Contigo, da editora Abril.
Ele enviou uma citação que já nos faz refletir:
“O herói se destinguia por suas conquistas; a celebridade, por sua imagem. O herói criava a si mesmo; a celebridade é criada pela mídia. O herói era um grande homem, a celebridade é um grande nome”. Daniel J. Boorstin, 1961
Vale lembrar, em se tratando de celebridades, de uma frase de Annie Leibovitz, do recente documentário que vimos. Ao falar sobre sua profissão ela se pergunta:
- Mas qual é a vida do fotógrafo?
E ela responde:
- A vida através das lentes.
Voltando um pouco no início do curso. Quem se lembra da Estamira? O que será que ela desejava: ser heroína, ser celebridade, o que mais? Ela diz em determinada parte do documentário de Marcos Prado: “Eu sou Estamira. Suporto tudo, tenho a força....Sou feiticeira. Sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim.”
Que paralelos podemos fazer entre o lixo e o glamour? Onde entra, e como, o trabalho do fotógrafo?
Ele enviou uma citação que já nos faz refletir:
“O herói se destinguia por suas conquistas; a celebridade, por sua imagem. O herói criava a si mesmo; a celebridade é criada pela mídia. O herói era um grande homem, a celebridade é um grande nome”. Daniel J. Boorstin, 1961
Vale lembrar, em se tratando de celebridades, de uma frase de Annie Leibovitz, do recente documentário que vimos. Ao falar sobre sua profissão ela se pergunta:
- Mas qual é a vida do fotógrafo?
E ela responde:
- A vida através das lentes.
Voltando um pouco no início do curso. Quem se lembra da Estamira? O que será que ela desejava: ser heroína, ser celebridade, o que mais? Ela diz em determinada parte do documentário de Marcos Prado: “Eu sou Estamira. Suporto tudo, tenho a força....Sou feiticeira. Sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim.”
Que paralelos podemos fazer entre o lixo e o glamour? Onde entra, e como, o trabalho do fotógrafo?
domingo, 31 de maio de 2009
A delicadeza como escolha
© Foto de Teresa Bastos. Rio de Janeiro, 2004
© Foto de Edouard Boubat. Cerejeira japonesa, Parque de Sceaux, Paris, 1989
© Foto de Tina Modotti. Sem título, Mexico, 1926 -1929.
© Foto de Edouard Boubat. India, 1971
© Foto de Robert Frank. Mary, 1957.
© Foto de Edouard Boubat. Lella, amor de juventude, Bretagne-França, 1947.
© Foto de Marcos Semola. Londres, 2007, exposição em cartaz no Oi futuro
© Foto de Edouard Boubat. La petite fille aux feuilles mortes, 1947.
© Foto de Jean Marc Bouju. Filho abraça o pai em campo em campo de prisioneiros. Iraque 2003
© Foto de Fernando Rabelo. Mercado Central de Belo Horizonte, 1983.
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